sexta-feira, 6 de abril de 2012

FOLHAS E FLORES

Na estrada tem 
Carros passando
Nas arvores tem 
Pássaros cantando
No telhado tem folhas vermelhas
Nos verde ao longe folhas amarelas
E também flores roxas
No céu azul as constantes 
Do eu não posso voar 
Mas esta tudo bem eu posso  tentar
Os veículos da estrada e sua poluição
Não impedem os pássaros
De cantar a canção
A canção da vi'deles 
Fosse na natureza
Encantava outros seres de tão pura beleza
Mas na grande neurose
Urbana barulhenta
Só se vivem gaiolas 
Prisões violentas
De ferro ou madeira
De concreto ou não 
Tem alguns que se fecham
Numas de papelão 

Aqui agora só eu e a lua ´la fora a água corre no córrego o som do silencio é grilo


A luz da lua invade a janela aberta iluminando um sofá velho; ele está sentado lá acobertado do frio das 2:23, ouvindo o som da água que corre no córrego e irrompe  o silencio da mente, o mato que durante o dia é verde agora é só uma sombra; no final de um ciclo a lua agora amarelada está quase cheia e a impressão que causa é que ela toca a copa das árvores, ele, respira vapor, solta o ar e puxa fundo.
_Sente?
_O quê?
_O cheiro de Deus!
_Gelado.
Um arco-iris noturno vai aos poucos contornado a lua, enquanto ela se esconde por trás das folhas sombras que balançam com os sopros da madrugada, as pernas dele tremem num tique de criança, que ele nem se importa mais e as vezes até gosta pois ajuda a  aquecer, a noite silenciosa; às vezes nem tanto.
_Ouve?
_O quê?
_O som de Deus?
_É grilo.